Mário Ferreira dos Santos – Convite a Filosofia

Some content on this page was disabled on 1 de November de 2018 as a result of a DMCA takedown notice from É Realizações Editora, Livraria e Distribuidora Ltda. You can learn more about the DMCA here:

https://en.support.wordpress.com/copyright-and-the-dmca/

Anúncios

Mário Ferreira do Santos, Teoria do Conhecimento – Método de Suspicácia.

Mário Ferreira dos santos – Teoria do Conhecimento, 1956. Art. MÉTODO DE SUSPICÁCIA.

Em face da heterogeneidade das ideias, das estereis, ou não, disputas de escolas, da diversidade de perspectivas, que podemos observar em toda literatura filosófica, com a multiplicidade de vectores tomados impõe-se ao estudioso a máxima segurança a o máximo cuidado para não deixar-se arrastar, empolgado pela sugestão e até pela sedução das idéias expostas, que o leve naturalmente, a cair em novas unilateralidades ou a prende-lo nas teias de uma posição parcial, que não permitiria surgir aquela visão global e includente, que temos proposto em todos os nossos livros.

São as seguintes regras da suspicácia, que propomos:

I- Suspeitar sempre de qualquer ideia dada como definitivamente (ideia ou opinião, ou teoria, ou explicação etc.).

II- Pelos indícios, buscar o que gerou. Ante um conceito importante procurar sua gênese (sob todos os campos e planos da decadialéctica e da pentadialéctica, LIVRO: LOGICA E DIALÉCTICA):

a-) Verificar se surge da experiencia e se se refere a algo exterior a nós, por nós objetivado; b-) Se surge por oposição, (ou negação), a algo que captamos ou aceitamos; c-) Se é tomado abstractamente do seu conjunto; d-) Se o seu conjunto está relacionado a outros, e quais os graus de coerência que com outros participa.

III- Não aceitar nenhuma teoria, etc., que só tenha aplicação num plano, e não possa projetar-se analogicamente, aos outros mais elevados, como princípio ou postulado ontológico.

IV- Suspeitar sempre, quando de algo dado, que há o que nos escapa e que precisamos procurar, através dos métodos da dialéctica.

V- Evitar qualquer idéia, ou noção caricatural, e buscar o funcionamento dos esquemas de seu autor para captar o que tem de mais profundo e real, que às vezes pouco transparece em suas palavras.

VI- Devemos sempre suspeitar da tendencia abstraccionista da nossa intelectualidade, que leva a hipostasiar o que distinguimos, sem correspondência na distinção real, no complexo concreto do existir.

VII- Observar sempre as diferenças de graus da actualização de uma idéia, pois a enfase pode emprestar à essência de uma formalidade o que, na verdade, a ela não pertence. Assim, o que é meramente accional, a propriedade, o próprio, que surgem apenas de um relacionamento, podem, em certos momentos, ser considerados e predispondo, que, posteriormente, grande erros surjam de um ponto de partida, que parecia fundamentalmente certo.

Ao defrontarmo-nos com um absurdo ou com uma posição abstraccionista absolutista podemos estar certos que ela parte de um erro inicial. Remontando às origens, aos postulados iniciais, não será difícil perceber o erro.

VIII- Na leitura de um autor, nunca esquecer de considerar a acepção em que usa os conceitos. Na filosofia moderna, cuja conceituação não adquiriu ainda aquela nitidez e de segurança da conceituação escolástica, há uma multiplicidade de acepções que põe em risco a compreensão de idéias. E muitas polemicas e diversidade de posições se fundam sobre a maneira pouco clara de apanhar o esquema noético-eidético de um conceito, o que decorre da ausência da disciplina, que era apanágio da escolástica em suas fases de luxo.

IX- No exame dos conceitos, nunca deixar de considerar o que incluem e o que excluem, isto é, o positivo incluído no esquema conceitual, e positivo, que a ele é recusado.

X- Nunca esquecer de considerar qualquer formalidade em face das formalidades que cooperam na positividade, sem estarem inclusas na sua tensão.

Assim, por exemplo, a rationalitas, no homem, implica a animalitas, embora formalmente, no esquema essencial, a segunda não inclua necessariamente a primeira, enquanto a primeira implica, necessariamente a segunda.

Mas, como esquemas formais, ambas se excluem, apesar de a primeira exigir a presença da segunda para dar-se no compositum, isto é, na humanitas.

XI- Sempre cuidar, quando de um raciocínio, a influencia que possa ter, em nossas atualizações e virtualizações a inercia natural do nosso espirito, o menor esforço, sobretudo nos paralogismos e na longas argumentações.

XII- Toda afirmação que apresente cunho de verdade, verificar em que plano esta se verifica: se no ontológico, no ôntico, no lógico, no formal, no genesiológico, no material, no axiológico, no simbólico, no pragmático, etc. Estabelecida a sua positividade, procurar as que exige para que se ab-tenha um critério seguro. Esta última providência, e o modo de seu processuar, é a que se adquire pela matéria a ser examinada nesta obra.

Mário Ferreira dos Santos, Mario Ferreira dos Santos - Filosofo Brasileiro.

Olavo de Carvalho, sobre Eric Voegelin. Considerações acerca do conhecer sensível, JOLIVET.

O conhecimento Sensível, JOLIVET, Régis. Curso de Filosofia, 1968. Ed. Livraria Agir Editora. Tradução: Eduardo Prado de Mendonça.

Os fenômenos grupados sob o nome de conhecimento sensível são os que resultam imediatamente da ação dos objetos externos sobre os sentidos. São as sensações, que são as condições sensoriais da percepção, — a imaginação ou a faculdade de conservar ou fazer reviver os dados sensíveis como tais, sem referencia ao passado, — enfim, a memória, ou faculdade de conservar o passado como passado.

A sensação. Art. I.

É normal começar o estudo do conhecimento sensível pela sensação. Mas cumpre notar que as sensações não podem ser consideradas como os elementos ou partes de que se comporiam as percepções (ou apreensões do objeto) . Na realidade todo conhecimento sensível é percepção do objeto e apenas por abstração é que se isola a sensação, para estuda-la à parte.

Mário Ferreira dos Santos, Aristóteles e as Mutações – Introdução.

A razão não apanha o movimento, mas sim uma forma em movimento. Não é o movimento algo primário e original, mas um resultado. Também é um resultado dimensional, e tudo o que é dimensional implica movimento. Todo o resultado é uma transitividade, porque transita do que era antes da operação, para o que é após a operação. Também todo movimento é transitividade. Em todo movimento há a atualização de uma possibilidade, e como o acto é a perfeição da potencia, em cada momento de transitividade há sempre um ultrapassar.

O movimento é uma modal da acção transitiva. Esta revela a perfectibilidade da potencia: o acto, que revela a passagem de um modo de ser para outro, que é uma nova qualificação do ser, que passa de um modo para outro.

Se reduzirmos à filosofia, podemos dizer, seguindo a posição de Suarez, que o movimento é uma modal. O movimento, deste corpo é algo que é distinto dele, mas que é absolutamente inseparável dele. O estudo de modais que cabe à Ontologia, mostra-nos que o movimento e a dimensão são apenas modais, modalidades das coisas.

A formação do esquema da dimensão é importante a compreensão de muitos aspectos do movimento. A disposição das partes em ordem a um todo, permitiu ao homem captar o seu nexo. Ser estudarmos etimologicamente o conceito de dimensão, alcançaremos a sua raiz, o qual é aposterioristicamente construído pelo homem (post rem), fundado na sua experiencia. Nessa dimensio ou densio do latim há sempre o apontar da acção da mente (mens, mentis, mensura, e por consequência, medida, captação pensamental do acto de penar ao comparar pensamentos uns com os outros).

Esse de aumentativo, reforçador, revela-nos que a mente, que actua sempre por acomodação dos esquemas aos factos do mundo exterior ou aos pensamentos, realiza a assimilação pela “assemelhação” do intencionalmente captado com o esquema, tambem intencional.

Formado o esquema de ordem, e a captação da relação das partes com um todo, facilmente se é levado ao serial e à formação do conceito de dimensão, que já é sensivelmente construído pela ordenação das coias no mundo exterior.

Dessa forma, vê-se, apesar de tratado em linhas gerais, que cabe a Noologia estudar, que a dimensão implica a medida (mensura) e a ação da mente em comparar pensamentos captados com pensamentos estruturados  em esquemas abstrato-noéticos. Daí, têrmos as dimensões tópicas (essa dimensão que se estende localiter, a mensura externa, polumen, que é revelada pela ubiquação das coisas do mundo exterior, comparadas, postas de par em par) e que fundam os esquemas das três dimensões do espaço, captadas pelo sensório-motriz e estruturadas em esquemas abstratos-noéticos pela mente (abstração do quantitativo).

E há outras dimensões, como as qualitativas, as axiológicas e as tensionais, que surgem como esquemas abstratos-noéticos da comparação das medidas qualitativas pela comparação dos aspectos qualitativos. Estamos, aqui, em plena dimensionalidade qualitativa, dimensões extrínsecas às espaciais, às do volume, meramente extensistas. As qualitativas são intensistas, pois nelas predominam os graus, já tanta vezes estudado por nós.

As dimensões, vê-se desde logo, implicam a ordem das partes com o todo, a comparação, e são modalidade das coisas. As dimensões do espaço são modais dos corpos, inseparáveis desses, mas metafisicamente separáveis pela construção dos esquemas noéticos que lhes correspondem, sem que lhes caiba um conteúdo fáctico, subsistente de per si, isto é com perseidade. Não se dá a profundidade em confusão de esta ou aquela coisa, sem delas se separar em absoluto.

Este é o carácter modal da dimensão das coisas piores (as quantitativas) . E como modal tambem o é a dimensão não tópica, as qualitativas. Para justificar a nossa tese, que em muito nos auxiliará a obter a melhor compreensão do texto aristotélico, examinemos previamente as medidas.

AS MEDIDAS 

Medir é uma ação que consiste em dar valor numérico a um objeto pelo numero de vezes que contenha a unidade empregada. A medida quantitativa realiza-se por um metron, como se procede na medida da extensão por um extensão que serve de termo da comparação. Compara-se esta extensão com uma extensão menor, e vê-se quantas vezes a primeira contem a segunda. A medida, portanto implica o homogêneo ao medido. Medem-se homogeneidades. Quando se trata da extensidade, temos as medidas quantitativas.

Mas quando se trata de qualidades, a mediada já não é uma unidade menor. As qualidades são medidas pelas suas perfeições, portanto por um maximum e não por um minimim, como a medida quantitativa. Meço este quarteirão, reduzindo sua extensão (homogeneidade considerada), com um metro (uma extensão menor, homogeneamente considerada). Mede-se o maior pelo menor.

Mas, no qualitativo, mede-se o menor pelo maior. Se quero medir este verde, não digo que ele tem dois ou três unidades de verde, mas digo que ele tem dois ou três unidades de verde, mas digo que é mais ou menos ver, comparando-o com o verde perfeito, que é ideia, do qual tenho uma posse virtual, e não actual, como acontece com todas as perfeições, das quais participamos.

Sintetizando:

A-) A medida extensiva, (como minimum), abstratamente considerada e despojada da quantidade, porque essa é divisibilidade, enquanto considerada apenas como quantidade (homogênea);

B-) A qualidade, perfeita em sua série (como maximum, portanto), é a medida da intensidade, apenas como tal, e abstratamente considerada;

C-) O valor, (como perfeição de sua hierarquia), como máximum, portanto, é a medida dos valores (escalaridade de valores, mias ou menos);

D-) A unidade individual, como medida da tensão, que é mensurável e não medível, é tomada qualitativamente e não quantitativamente.

Em suma:

A medida é o que nos faz conhecer se uma coisa é maior ou menor, e se é mais ou menos que outra, o que tanto na ordem quantitativa, como qualitativa, já é um principio de conhecimento, embora parcial.

Estas palavras, que a seguir reproduzimos, dão clareza ao pensamento exposto até aqui.

“O espirito mede as quantidades por adição portanto, a unidade quantitativa é um minimum. O espirito mede a qualidade por “composição”, unindo a um elemento de ordem actual um elemento de ordem potencial, afirmando uma deficiência, e, portanto, a unidade qualitativa é um perfeito, um maximum” (Isaye, pág. 38).

 

O Silêcio que não Silencia, Prof. Dr. Pe. Stanislavs Ladusãns. SI.

Coat_of_Arms_of_Latvia.svg
Escudo Nacional da Letônia Livre

Prof. Dr. Pe. Stanislavs Ladusãns. SI. 

Diagramação e Rescrição do Arquivo de artigo digital, ISAÍAS KLIPP. Arquivo Digital:  LADUSÃNS, Stanilavs. O Silêncio que não Silência. Sobretiro de Humanitas, Número 20. Universidad de Nuevo León – 1979.

  1. Um Prólogo ao Calvário da Letônia esquecida

Não está claro ainda a todos que as memorias de Abraham Lincoln sobre a escravatura abolida, as historias de servidão que reinava no Brasil e está reinando ainda hoje em alguns lugares da terra fora do “paraíso vermelho”, são apenas uma sombra, se considerarmos o atual regime escravagista dos comunistas, que se apresenta como uma defesa dos operários e abolição de injustiças. Os povos oprimidos terrivelmente pelos comunistas não tem liberdade nem para falar: são povos do silencio. Este silêncio, porém, é gritante pela crueldade de fatos. Pronuncia-se tragicamente pelo documentário de Alexandre Solzhenitsyn “Arquipélago Gulag”, dedicado a todos aqueles a quem a vida não permitiu denunciar os horrores sofridos no “paraíso vermelho”. Esta obra famosa, em que “não há personagens imaginários, nem acontecimentos imaginários”, projeta luz também sobre o Calvário da Letônia, país báltico, de dois milhões e meio de habitantes. No mundo atual desespiritualizado e alucinado por quantidades astronômicas, este povo, por ser numericamente inexpressivo, está condenado ao esquecimento. A verdade, porém, é evidente e não silencia: não existe um povo pequeno, quando o crime cometido contra a dignidade humana é enorme. Em que consiste este crime? O ilustram os fatos que vamos ver em seguida.

I. Letônia Livre

Durante séculos a fio o povo Letôniano foi sucessivamente dominado pelas diversas nações vizinhas. Foi somente em 1918, que ele lutando heroicamente, conseguiu libertar-se do jugo da Rússia e ter um breve período de independência. Este durou até 1940, quando, a 17 de junho, a Letônia foi ocupada injustamente pelo exercito da União Soviética. Esta ocupação foi uma injustiça gritante, pois o único “crime” deste país foi o grande amor à liberdade, na qual viveu  pacífico e próspero.

O breve período de liberdade trouxe à Letônia um bem imenso, que econômico, que político, quer social e espiritual. País favorecido por ótimos recursos naturais, habitado por um povo de excelente qualidade e laboriosíssimo, progrediu rapidamente em todos os setores. Achavam-se então em pleno desenvolvimento e esplendor tanto a instrução politica e a produção literária, como a agricultura, o comércio, a indústria e a navegação. Do ponto de vista religioso, três quartas partes do país são acatólicas. A vida da Igreja Católica, porém, ressurgiu e progrediu muito. Os católicos da Letônia constituem um quarto da população (24,25%) e habitam, em massa compacta, a província Latgola. Outros vivem na diáspora, dispersos entre os luteranos.

Foi à Sé Apostólica o primeiro dos governos a reconhecer a independência política da Letônia, liberta do domínio Russo. O seu Governo formou uma concordata com a Santa Sé, no ano de 1922, a primeira no prontificado de Pio XI, acrescentando-se lhe, em 1937, a cláusula da ereção de uma Faculdade Católica de Teologia da Universidade de Riga, mantida pelo governo Letôniano não católico. A liberdade da Igreja Católica estava suficientemente garantida pela concordata e pelas leis civis. O clero achava-se isento de serviço militar. Os professores de religião ensinavam, com plena liberdade a doutrina católica nas escolas. Os católicos gozavam tranquila paz, contribuindo muito para o pregresso da vida espiritual, conforme a verdade de que o valor intrínseco da pessoa humana supera incomensuravelmente todos os bens materiais e de que o povo vale mais pelo que é qualitativamente na fidelidade ao Cristianismo do que pelo número e pelo que tem. Foram os valores de justiça e da fraternidade entre os povos que empolgavam à pacífica e próspera nação letoniana. No entanto vieram tempos de trevas e sofrimentos, quando a Letônia caiu sob o poder escravizante dos comunistas.

II. A Primeira Escravidão

Em junho de 1940 os bolchevistas acusaram, com uma desfaçatez farisáica, as três pequenas nações do Báltico (Estônia, Letônia e Lituânia), vizinhas da Rússia, de intenções agressivas a respeito da poderosa União Soviética. O exercito comunista entrou logo nos três países pacíficos, violando seus mais lídios direitos, esmagando todas as legítimas liberdades. Começou assim o Calvário de Letônia.

Um ano inteiro durou a primeira ocupação comunista. Neste ano terrível escravidão esvai-se a vitalidade de nação, sugada por mil ventosas. Começa a agir a polícia secreta, encarcerando sem cessar, de modo especial, os melhores elementos da nacionalidade. O terror e a espionagem incessantes, dia e noite! … A destruição da cultura nacional é arrasadora! … A liberdade religiosa supressa. A educação se transforma em uma arma de propaganda a serviço do estado vermelho. As propriedades particulares parecem. A deportação e a condenação de pessoas a trabalhos forçados são implacáveis. Em 1941 os bolchevistas atearam fogo à Biblioteca de Riga, e as chamas consumiram trezentos mil volume, entre os quais diversas coleções de raríssimo valor cultural. A câmara Municipal de Riga, os edifícios de valor histórico da “Velha Riga” ficam reduzidos a cinzas. A perseguição à Igreja Católica assume proporções terríveis. O Núncio Apostólico é obrigado a deixar o país. Patrimônios territoriais, bibliotecas, arquivos eclesiásticos, tudo arrebatam os vermelhos. A faculdade Católica de Teologia, os colégios católicos são supressos. As revistas católicas proibidas. As tipografias confiscadas. Impedidas as edições de livros católicos. A pregação da Palavra de Deus, a atividade dos sacerdotes é limitada por mil obstáculos. O ensino da religião cristã à juventude nas escolas é proibido. A base da educação não é mais a moral, mas um código de preceitos do mais grosseiro materialismo e animalidade. Nas bibliotecas escolares abundam os livros de natureza silenciosa. Nas paredes de todos os estabelecimentos de ensino vêem-se enormes retratos de Marx, Lenin, Stalin. As crianças devam crer que vivem por obra e graça da magnanimidade de Stalin (ironia). Todas as lições são adulteradas de modo a subscreverem a teoria materialista da de classes a do “triunfo final do proletariado”. No fim deste ano de escravidão a Igreja católica perde onde padres, que são terrivelmente torturados, fuzilados ou deportados para a Rússia. A perseguição atinge dolorosamente também os luteranos e outras confissões religiosas.

Este no criminoso termina na Letônia com um tristíssimo fato, que constitui o cume do sadismo vermelho e supera a todos os demais crimes cometidos pelos bolchevistas durante a primeira ocupação deste país: começando durante a noite de 13 para 1941, durante três trágicos dias, dezenas de milhares de pessoas foram barbaramente arrancadas a seus lares, carregadas em caminhões, conduzidas para trens de gado e déspotas para a Rússia, encontrando a morte de terríveis suplícios físicos e morais … Não há um filho da Letônia que porra jamais esquecer as noites e dias desse período de horror. Os trens, carregados de vitimas – operários, camponeses, professores, engenheiros, médicos, intelectuais etc. – ficavam muitas vezes parados durante dias, esperando ordem de marcha. Quem tentasse fornecer comida ou água aos deportados, eram imediatamente fuzilados. Só desta vez a Letônia perde cerca de 36.000 dos seus filhos…

Tudo isso foi silenciado no mundo livre. É costume dos Letônianos exilados romper este silêncio vergonhoso e evocar sistematicamente, com preces comunitárias e comunicações sociais, no ano presente (1978) já pela 38 vez, a tragédia de junho de 1941, não com o espirito do ódio e vingança aos perseguidores, mas repudiando os seus crimes cometidos contra as vítimas inocentes e a liberdade de um país. Os Letônianos querem alertar deste modo os povos livres do Ocidente para que não se iludam e se unam a justiça no amor cristão e numa fraternidade sincera, colocando suas esperanças mais nos valore de espirito do que nas maravilhas do progresso tecnológicos, conforme a recente e sagaz advertência de Alexandre Solzhenitsyn, feita na Universidade de Harvard, dos Estados Unidos da América, exatamente no mês de junho em curso: “Colocamos esperanças demais nas reformas políticas e sociais, apenas para descobrir que estávamos sendo despojados de nosso maior dom: nossa vida espiritual. No Leste isto foi destruído pelas maquinações do partido no poder. No Ocidente o interesse comercial tende a sufoca-la. Esta é verdade crise. A ruptura do mundo é menos terrível que a doença que ataca suas partes” (7 de junho de 1978).

III. A Segunda Escravidão Vermelha

O período da primeira escravidão implantada na Letônia pelos comunistas (1940 – 1941) foi interrompido pelos nazistas. Começada a guerra entra a Alemanha nazista e a Rússia Soviética, o exército de Hitler prosseguindo na sua marcha avassaladora e ocupou o país. O tempo terrível da ocupação nazista da Letônia, desde o dia 1 de junho de 1941 até o dia 2 de maio de 1945, foi um triste prelúdio de uma ocupação Soviética, mas terrível ainda. Depois que as forças Aliadas Ocidentais destruíram a máquina militar de Hitler, ruiu uma ditadura, e o mundo sentiu-se feliz esperando uma paz verdadeira. Mas infelizmente isso não se aplicava à Letônia, como a tantos outros povos da Europa. A “Cortina de Ferro” separava-a da vista e influencia do mundo civilizado. Voltou-se um novo período do trágico silêncio.

Desde o ano de 1945 o terror vermelho continua a destruição da nação letoniana conforme um plano perverso. A planejada deportação em massa das inocentes tem-se ampliado nos terríveis anos da segunda escravidão vermelha com perfeição até agora desconhecida. Para substituir os numerosíssimos deportados que foram introduzidos na Letônia eram pessoas da Ásia que estavam muito aquém da cultura europeia, Russo e mongóis, recebem o nome e a residência dos deportados e assassinados. Seguem-se então divórcios e casamentos forçados. A coletivização das propriedades rurais tomou um aspecto alucinador e foi introduzida pouca a pouco com a hipocrisia típica do bolchevismo. Realizou-se depois por todos os meios possíveis, políticos e econômicos, para vencer a lentidão na organização dos Kolkhozes (fazendas coletivas do estado) e Sovkhozes, dirigidos por pessoas vindas da Rússia e para quebrar a resistência dos colonos, profundamente afeiçoados às suas terras, diante de um novo sistema agrícola injusto, que aniquila completamente a propriedade particular. Seguiu-se inevitavelmente a destruição do incentivo ao trabalho e à produção. Passou a reinar a estagnação econômica. A Letônia, outrora próspera, hoje é um vasto cenário de pobreza e degradação, suportando o genocídio. Os operários são escravos. As pessoas são tratadas pelos comunistas como coisas e animais. A nação letoniana e a religião são condenadas à morte neste período de terror vermelho, mais terrível e mais diabólico que o anterior. Densíssimas trevas afogaram a Letônia em nossos dias. Se Deus na sua misericórdia não ocorrer em auxilio muito especial, nenhum vestígio da verdadeira religião e dos antigos habitantes sobreviverá nesse país escravizado no pleno século XX.

IV. Conclusão

Diante deste Calvário de um povo imerso no silêncio trágico levanta-se a terrífica interrogação. Por quanto tempo continuarão os povos livres na ilusão, permitindo o pior dos colonialismos, a pior das escravaturas, permitindo que os comunistas construam a possibilidade de conquistar o mundo com mãos dos povos oprimidos pela incrível crueldade? A espantosa máquina de guerra comunista está levantada sobre os esqueletos de milhões de escravos. O mundo atual ouviu a voz do terrível silêncio tão eloquente? Parece que permanece silencioso e quase inativo, sem verdadeira força e brio.

Os sofrimentos dos “povos silêncio” não silenciam a exortam os que ainda estão livres a abrirem a tempo os olhos e perceberem a natureza dos fatos que aconteceram e estão acontecendo. Multidões perderam a vista o ideal cristão de vida, único capaz de fazer os homens coerentes, fortes, ativos, organizados, unidos. Os povos livres focaram quase insensíveis para solidarizarem-se com os povos escravizados pelos comunistas que suplicam ajuda. Esta ajuda supõe como fonte autêntica a força cristã do espirito que não pactua com o mal e que produz os frutos da caridade e a união. Esta é a forma das forças e a maior necessidade de hoje em todas as partes do mundo. Os meios humanos são necessários, mas não suficientes para a renovação dos homens e dos povos. É necessária uma volta decidida à pura e integral doutrina de Cristo, alma de todas aas reformas perfeitas e libertações autenticas. Esta é a mensagem do silêncio de um povo que não silencia.

Stanislavs Ladusãns
Prof. Dr. Pe. Stanislavs Ladusãns

Estudo sobre Mundial Letão Intelectualmente por Lauma Abramovich, Alma Mater em 2015/06/25 – Stanislav Ladusāns era filósofo letão que a maioria de sua vida passada no Brasil.

Em breve vamos ser emitida em letão pesquisador sênior da Universidade Instituto de Filosofia e Sociologia Mara Kiopa monografia dedicada à pouco conhecido letão, mas no Brasil filósofo amplamente conhecido. “Todo o tempo foi uma surpresa.” Pesquisador conta a história da Unidade, surpresas e filósofo como um tamanho pessoal.

Mara Kiope é doutor em filosofia, bem como um professor adjunto na filial Pontifícia Universidade Lateranense Instituto Superior de Ciências de Riga Religião. Tese de doutorado “A Verdade experiência probabilidade linguisticity”, escreveu a verdade sobre o problema da língua do pensador medieval Tomás Santos Thomas comparação com moderna hermenêutica fundador Hans-Georg Gadamer, Doctor of Philosophy grau adquirido em 2008. Despertar, ela trabalhou no jornalismo: o jornal “Juventude Soviética”, o que levou o departamento de política, letão Proteção Ambiental Club, o jornal “Breath” e os cristãos jornal “Step”. Doutor reconhece que as habilidades de jornalismo de investigação esgotante como informações sobre Stanislav Ladusānu tinha que olhar em diferentes lugares e cada fato verificado. “Programa Nacional de Investigação” Letonika – letão história, língua, cultura, valores “tornou possível estudar os filósofos da Letónia que na verdade é um nível europeu e que durante a era soviética não podia falar, mas não conseguiu porque os subúrbios têm os seus próprios pensadores brilhantes”, o pesquisador mínimo.

Uma vez na vida

“Ele é um filósofo em todo o mundo, mas letão não sabe nada sobre ele, provavelmente porque ele era um jesuíta,” para S. Ladusānu para uma investigação iniciada em 2008, diz M. Kiope. Ele nasceu em 1912 da Letónia, mas principalmente viviam fora das fronteiras da pátria – na Polónia, Itália, Brasil. Em 1993, a cidade brasileira do Rio de Janeiro, ele morreu. “A única coisa que Ladusānu a nível internacional, até agora falado, é Maija Kule, Universidade de Filosofia e Sociologia, Diretor do Instituto,” diz o pesquisador. M. Kule tinha falado com o investigador a focalizar o estudo em S. Ladusānu porque M. Kiopa era de conhecimento teológico católico. “Quando comecei a trabalhar sobre o estudo, eu não tinha idéia, por exemplo, o sistema educacional brasileiro”, ela descreve. Pesquisador teve de se familiarizar com uma série de materiais e encontrar correlações.

Durante a pesquisa M. Kiope domina o idioma Português de ser capaz de entender sobre informações S. Ladusānu disponível para a Internet brasileira e ler o trabalho do professor de filosofia. “Este é um europeu normal na prática científica – tudo o que você precisa em uma língua estrangeira para aprender, não importa o quão difícil pode ser”, está convencido de M. Kiope. Filósofo de suas obras escritas em Português do Brasil. “Quando você aprender Português, a língua italiana, francesa ou espanhola parece uma ninharia”, sorri o Sr. Kiope. Ela diz que agora o texto Português é capaz de ler e compreender, sem tradução.

Lotysz. Letão

Como caracterizar o “coração de toda a vida trouxe e, sempre que possível, publicamente mencionou a palavra letão” M. Kiope S. Ladusāns pátria algo que ele tinha sido incapaz de voltar a Roma de pós-doutorado, em 1946, porque não havia um regime de ocupação soviética da Letónia. Investigação sobre revelou que ele sempre enfatizou suas raízes letões. Alunos do professor e colegas brasileiros lembrando que S. Ladusāns outros ensinou hino letão, disse sobre o destino do país. Além disso, cartas escritas em amigos poloneses, tendem a apresentar o seu nome e sobrenome para escrever “Lotysz” (do idioma polonês – “Letão”). Com textos escritos à mão em polonês e traduzido pelo mesmo pesquisador reescrito para se certificar de que eles realmente não têm as palavras certas, por isso tivemos que pedir o parecer de um especialista linguagem.

Como o filósofo era um jesuíta, sua identidade das autoridades soviéticas tinham escondido, porque naquele tempo os órgãos de segurança soviéticos na Europa Ocidental estava tentando encontrar e pode ser devolvido ao território dos chamados cidadãos soviéticos. Pesquisador explica: “Na Itália, o procedimento é que a tese em que foi escrito, publicado no livro. Ladusāns 1946, defendeu sua tese, e foi noslepenota para que seu nome não aparecer em qualquer lugar, de modo que seu livro não é essa publicação. “A Universidade Gregoriana de Roma em sua tese encontrado, e também olhou, mas foi um evento único. “Foi-me dito que ele pode ser visto apenas uma vez na vida por duas horas, não escreva nada e não toque o dinheiro. Por quê?! Dissertação estava em Tomás de Aquino e filosofia de Kant, ao invés de, por exemplo, identificar os problemas específicos da Igreja, por isso continua a ser apenas uma explicação – por razões de segurança “, pensa M. Kiope.

Trabalho de investigação realizado nos vários arquivos nacionais, ler letras e periódicos, bem como tentando encontrar correlações entre eventos e festas.”Isso não soa como um filósofo do trabalho”, acrescenta M. Kiope ao contar sobre o trabalho dos arquivos. “Ao mesmo tempo, eu tive que acompanhar a evolução de seu pensamento filosófico, porque monografia diretamente sobre ele.” Ela trabalhou em Roma, Florença, Cracóvia, Vilnius, estudando os arquivos jesuítas. “Jesuítas são altamente desenvolvidos arte de documentação”, conclui o pesquisador. Informações sobre S. Ladusānu embora não fosse fácil de encontrar, porque ele não tem o seu próprio arquivo. Trabalhando com o exílio digitalizado portal despesas letão “periodika.lv” M. Kiope declarou: “Ele foi usado como um jesuíta moderno método de arquivamento – publicações. Ele escreveu sobre congressos, reuniões, e este é o seu arquivo. “Com base nos eventos descritos ea pesquisadora medidas têm sido capazes de seguir a carreira de filósofo.

Arquivos jesuítas em Roma há 70 anos slēgtības regra, portanto, não têm acesso a informações sobre S. Ladusāna período mais ativo no Brasil após a Segunda Guerra Mundial. Pesquisador diz que eles têm sido capazes de se familiarizar com o material histórico relativo às actividades de jesuítas período entre guerras letão. “Estou muito chocado com o fato de que, ao que parece, eles teriam restaurado da Igreja Ilūkste e Ilūkste ser universidade jesuíta”, diz o pesquisador, acrescentando que o jesuíta ao general tinha sido correspondência com letões jesuítas existentes quase funcionou uma estimativa, mas a ocupação, um plano não foi implementado .

Amizade com prātniecību

Ao chegar ao Brasil, S. Ladusāns feito com sucesso o pensamento filosófico corte brasileira. “A maioria tinha crescido profundamente nacional e crente na família, e ele foi capaz de compreender as necessidades dos outros,” Mr Kiope caracterizado S. Ladusāna bit identidade brasileira filosófica. “Ninguém que examina a filosofia brasileira da história, não pode prescindir Ladusāna preparado por pensadores antologias brasileiras. Ele mostra que o brasileiro tem uma peculiar filosofia, humano, original, “o pesquisador. Filósofo investimento no Brasil é grande. Três jesuíta universidade, ele tornou reconhecido nacionalmente, levou a Associação Brasileira de filósofos católicos, combinando associações semelhantes em toda a América Latina, e era americano filósofo Associação Católica (ACIF) presidente. Ele também organizou as quatro congressos filosofia cristã. O quinto era para ser realizada em Lublin, Polônia, seu envolvimento na organização de filósofos da Letónia e entrando assim a circulação acadêmica internacional. No entanto, este plano não é mais um professor S. Ladusāns não conseguiu implementar.

Antes de monografia M. Kiope publicou um pequeno estudo de S. Ladusānu intitulado “dimensão intelectual da Identidade Nacional da abertura do Professor Stanislav Ladusāna, testemunhos de vida SJ.” Ao mesmo filósofo leitura ele disse sobre a filosofia, ou seja, que ela é uma “amizade íntima humana com um prātniecību profunda”. Quais são as características aparecem em seus textos? “Mostrando que ele é o homem profundo e puro. É quase inacreditável que tais pessoas podem ser “, diz o pesquisador. “Amizade íntima com prātniecību significa não ter medo de perguntar e resolver várias questões. A este respeito, não é um tabu. . Ladusāns à procura de respostas para a pergunta do que acontece no mundo interior humano como percebido e construir “Mr Kiope menciona que S. Ladusāns idéias do século 13 que emerge da filosofia de Santo Tomás de Aquino sintetizado com a filosofia contemporânea – fenomenologia. “Ela pamatatklājums refere-se à teoria cognitiva de como o homem pode ter certeza de que o que é verdade e existência. Ele mostra como as experiências internas humanos também pode ser uma experiência de Deus. Todos os valores estão em nós, Agrupamento estas instruções: atitude humana contra si mesmo, a atitude do homem para as coisas materiais circundantes do mundo, atitudes humanas para outras pessoas e atitude humana de Deus “, descreve o Sr. Kiope. Ela acrescenta: “Na antiga trigo mourisco estavam convencidos de que a filosofia que não ajuda a curar a alma, não é necessário.”

A presença é necessária

Os trabalhos sobre o estudo realizado por M. Kiope descrito como a descoberta da América. O Brasil teve sua cultura completamente estranho, e pesquisador ouviu a sua música, tem que saber o idioma. “Ladusāns provou que uma dada situação pode ser muito a ser feito. Ele era humilde, trabalhou todo o coração.Tudo o que ele fez, no coração dedicado a independência da Letónia, e eles são vítimas invisíveis, o que levou à independência também veio para cima “, comenta o Sr. Kiope. Ela também é caracterizado por filósofos como uma personalidade “, Ladusāns também foi um grande diplomata, a capacidade de comunicar com os ditadores. Ele pediu que as pessoas o tempo todo para a direita. A maioria tinha sido extremamente educada, atenciosa, ouviu a si mesmo, ele estava feliz, mas isso não significa que ele não tem um problema. Tendo apenas que ele não pedir dinheiro! Ele sempre necessário para ajudar os outros.Ele realmente amava a Deus e as pessoas. Os antigos gregos disseram que o cultivo das virtudes, deve estar humano. Não é possível fazer progresso em filosofia, quando palavras e ações são diferentes. “

“Livro de presença Ladusānu Frankl”. Vida da Letónia e jesuíta brasileiro filósofo Stanislav Ladusāna e trabalho “, a fim de que a presença humana faria cultura letã. Eu acho que a geração mais jovem para lê-lo seria muito interessante “, diz o pesquisador. Monografia examina sua fé e relacionamento da mente, filosofia e teologia. “A presença Ladusāna agora, 22 anos depois de sua morte, é necessária. Ladusāns revelam que os letões são caracterizados não só daudzpieminētā identidade camponesa, mas também a identidade global do intelectualismo “, está convencido de M. Kiope.

O ciclo de publicação “Study”

Universidade da Letónia é a maior instituição de ensino superior em letão, e concentra-se na liderança de estudo e de investigação potencial dos naturais, ciências humanas e sociais do nosso país. Além disso, qualquer pesquisador da Universidade descoberta, realização e conquista no campo da ciência, impulsionado pela Alma Mater em direção ao objetivo – para se tornar uma importância europeia e global internacionalmente reconhecido de ciência da universidade. Para se ter uma idéia do que fazer e atingiu os pesquisadores das faculdades e institutos da universidade, no final de 2012 começou a série publicação “Investigação”. A seguir mensal letão University Online publicar a história de um dos estudos.

Potencial científico da Letónia, da Universidade contribui para a economia da Letónia e para o desenvolvimento sustentável da sociedade!

A CRÍTICA TRIDIMENSIONAL DO CONHECIMENTO DO REAL, Pe. Stanislavs Ladusãns. SI.

A CRÍTICA TRIDIMENSIONAL DO CONHECIMENTO DO REAL

Stanislavs Ladusãns
Prof. Dr. Pe. Stanislavs Ladusãns. SI. 

Prof. Dr. Pe. Stanislavs Ladusãns. SI. 

Pontifícia acadêmica Santo Tomás de Aquino (ROMA) – Associação Católica Interamericana de filosofia – ACIF.

Diagramação e Rescrição do Arquivo de artigo digital, ISAÍAS KLIPP. Arquivo Digital disponível em: LINK, acesso em  19 de Dezembro de 2015.

Partindo da fenomenologia […]  Continuar lendo A CRÍTICA TRIDIMENSIONAL DO CONHECIMENTO DO REAL, Pe. Stanislavs Ladusãns. SI.

Mário Ferreira dos Santos – Lógica e Dialéctica, Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais – Sinopse 02.

Mário Ferreira dos Santos - Lógica e Dialéctica, Mario Ferreira dos Santos.
Mário Ferreira dos Santos, Lógica e Dialéctica – Link: Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais Catalogo.

Uma das características da filosofia moderna é, sem dúvida, a nova colocação do problema lógico, sobretudo depois da crítica kantiana e das contribuições dialécticas de Hegel.

Apesar de continuar ausente dos currículos oficiais, relegada ainda a plano secundário, e sofrendo da férula pejorativa dos que a desconhecem ou que dela têm uma visão caricatural, não é possível, ante o embate dos temas sobre o valor das categorias lógicas, continuar desconhecendo a imensa contribuição da Dialéctica, sobretudo depois que ela penetrou no campo da ciência.

Neste livro, onde estudamos a Lógica Formal, a Dialéctica Geral, e a nossa Decadialéctica, obedecemos a certas normas sobre as quais desejamos desde logo chamar a atenção. Em primeiro lugar, não nos ocupamos pormenorizadamente da Lógica Formal, porque, neste sector, o que já se tem realizado é definitivo. Pouco há a acrescentar aqui. É esta a razão que nos levou a apenas abordar em linhas gerais os aspectos mais importantes.

É verdade que a lógica oferece hoje uma problemática e uma temática novas, em que os estudos da logística e as contribuições de tantas correntes filosóficas, como por exemplo a análise fenomenologista, com Husserl à frente, oferecem novas possibilidades para, dentro ainda do campo formal, investir sobre novos veios inexplorados e efectuar algumas revelações insuspeitadas.

Trataremos desses temas nos volumes ãe “Temática e Problemática Filosóficas”, sob o ângulo decadialéctico. Quanto à dialéctica, abordamos o aspecto geral, dentro das contribuições mais conhecidas. É verdade que a temática e a problemática dialécticas crescem cada dia, pois, disciplina nova, em formação, tem à sua frente inúmeros aspectos, que exigem respostas às perguntas que constantemente se colocam.

No decorrer deste livro, verificará o leitor que a Dialéctica Geral, que abrange, em linhas amplas e globais, tema tão importante, está a exigir a contribuição de novas investigações em outros campos, como os que decorrem da dialéctica da intelectualidade nas suas polarizações operatórias do racional, e as da intuição meramente intelectual. E como o nosso processo de raciocínio não pode prescindir da influência dos esquemas da sensibilidade, esquemas do sensório-motriz, e também da parte somática, que tanto influem em nossas perspectivas, e que a moderna psicologia está pondo em evidência, há ainda reconhecer a inseparabilidade funcional da parte afectiva de nosso espírito, cujas raízes também se afundam nessa parte somática, e que, por sua vez, revela o funcionamento de todas as construções esquemáticas simpathéticas e antipathéticas, gênese da simbólica, que não podem ser desprezadas.

Além disso, todos os que se interessaram vivamente pelo estudo dialéctico sentem a actualidade do pensamento hegeliano, de que a filosofia, em suas linhas gerais, não pode mais dele afastar-se, pois a perspectiva dialéctica, por ser englobante, includente, por conter em si os opostos, os diferentes, as distinções, invade, por isso mesmo, o campo da filosofia e obriga à construção de uma visão geral do mundo, uma verdadeira cosmo-visão, como implica a necessidade de revisão de todas as conquistas filosóficas.

Dessa maneira, a dialéctica se torna filosofia, e a filosofia, pela sua influência, torna-se dialéctica. Ora, tais temas estão a exigir trabalhos especiais que coordenem o que já se tem construído, embora dispersamente, numa estructura dialéctica.

Neste volume interessamo-nos pelos aspectos gerais, incluindo uma metodologia que a torne prática, sob o nome de decadialéctica, construção por nós realizada, com o intuito de utilizar tudo quanto há de aproveitável neste setor, para um manuseio mais hábil por parte dos estudiosos da matéria. Contudo, os temas que se refiram à dialéctica noética, como à dialéctica pathica, à dialéctica simbólica e à dialéctica tensional global e sintética, serão objecto de outros trabalhos.

No entanto, como verá o leitor, a metodologia, que neste volume oferecemos, já é suficiente para o empreendimento de amplas análises, sem necessidade de desprezar a contribuição da lógica, sempre aproveitada, mas com o reconhecimento de seu papel, que, embora importante, é parcial, e consequentemente deficiente na apreciação dos factos. A dialéctica pretende ser o que apenas é: uma lógica da existência, uma lógica do devir, portanto uma lógica que maneja com as oposições dialécticamente consideradas, sem excluir a lógica formal.

MÁRIO FERREIRA DOS SANTOS, Lógica e Dialéctica.

Mário Ferreira dos Santos – Lista de Aulas, Áudios.

1. «Mário Ferreira Dos Santos – A luta pelo Poder»

2. «Mário Ferreira Dos Santos – Da Abstração e da Metafísica»

3. «Mário Ferreira Dos Santos – Estudos sobre os Pensamentos»

04. «Mário Ferreira Dos Santos – Exemplos de Filosofias nos diversos períodos da Historia»

05. «Mário Ferreira Dos Santos- Filosofia Concreta»

06. «Mário Ferreira Dos Santos- Filosofia Especulativa E Filosofia Prática»

07. «Mário Ferreira Dos Santos – Filósofos Portugueses»

08. «Mário Ferreira dos Santos – Infinito»

09. «Mário Ferreira Dos Santos – Aula Explanativa Mário Ferreira Dos Santos (MFS).»

10. «Mário Ferreira Dos Santos – Neopositivismo E Filosofia Concreta»

A “Filosofia Concreta” – retirado de: Enciclopédia de Ciências Filosóficas e Sociais de Mário Ferreira dos Santos.

Some content on this page was disabled on 1 de November de 2018 as a result of a DMCA takedown notice from É Realizações Editora, Livraria e Distribuidora Ltda. You can learn more about the DMCA here:

https://en.support.wordpress.com/copyright-and-the-dmca/